Olá Pais,
Vivenciamos um momento especial ao que se refere ao contexto da saúde mundial.
Os casos de doenças são noticiados com ênfase pela mídia, ampliando o nosso olhar sobre as possíveis medidas que poderão contribuir para a manutenção da saúde de nossas crianças.
Ainda não há motivos para pânico, mas será necessário redobrar os cuidados.
Solicitamos a parceria de um pediatra, Camilo Vieira, pai de nossa querida Mariana, para contribuir com informações referentes à “gripe suína” – a Influenza A (H1N1).
A Gira Girou é consciente de sua responsabilidade com relação à segurança, a saúde e o desenvolvimento integral de cada criança que faz parte da nossa escola. Neste sentido contamos com a compreensão das famílias, também responsáveis por todo este processo que NÃO encaminhem seu filho para a vivência escolar caso apresentem qualquer sintoma associado ao quadro da doença, retornando após diagnóstico do pediatra da criança.
Alertamos ainda para o alto índice de outras doenças como quadros virais, catapora, dengue, meningite, gripes comuns…
Esperamos que compreendam e atuem como sempre como parceiros da escola nas mais diversas situações em que conclamamos as famílias.
Atenciosamente,
A Direção.
INFLUENZA A (H1N1)
A influenza A ou “gripe suína” é uma doença respiratória aguda (gripe), causada pelo vírus A (H1N1). Este novo subtipo do vírus da influenza é transmitido de pessoa a pessoa principalmente por meio da tosse ou espirro e de contato com secreções respiratórias de pessoas infectadas.
Do dia 24 de abril a 15 de julho, todos os casos identificados no Brasil foram de pessoas contaminadas em outros países. No dia 16 de julho, o Ministério da Saúde recebeu a notificação do primeiro caso de transmissão da Influenza A (H1N1) no Brasil sem esse tipo de vínculo, confirmando a circulação do vírus no país.
O último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde informa que há no Brasil, até o momento, 4277 casos suspeitos e 1566 casos confirmados. Casos graves suspeitos: 986 e confirmados 222. Na Bahia são 163 casos suspeitos e 48 confirmados, e a forma grave foram 32 casos suspeitos e 2 confirmados. Nenhum óbito até o momento foi confirmado no estado da Bahia.
A diferença entre a “gripe suína” e a “gripe comum” é que elas são causadas por diferentes subtipos do vírus Influenza. Os sintomas são muito parecidos e se confundem: febre repentina, tosse, dor de cabeça, dores musculares, dores nas articulações e coriza. Por isso, não importa, neste momento, saber se o que se tem é gripe comum ou a nova gripe. Os casos graves se apresentam como síndrome respiratória aguda grave (SRAG), e os acometidos apresentarem febre, tosse e dispnéia (falta de ar). A orientação é ao ter algum destes sintomas, procure seu médico. É importante frisar que, na gripe comum, a maioria dos casos apresenta quadro clínico leve e quase 100% evoluem para a cura. Isso também ocorre na nova gripe. Em ambos os casos, o total de pessoas que morrem após contraírem o vírus em todo o mundo é, em média, de 0,5%.
O uso do Tamiflu não está indicado para todos. Apenas os pacientes com agravamento do estado de saúde nas primeiras 48 horas, desde o início dos sintomas, e as pessoas com maior risco de apresentar quadro clínico grave serão medicados com o Tamiflu. Os demais terão os sintomas tratados, de acordo com indicação médica. O objetivo é evitar o uso desnecessário e uma possível resistência ao medicamento, assim como já foi registrado no Reino Unido, Japão e Hong Kong. É importante lembrar, também, que todas as pessoas que compõem o grupo de risco para complicações de influenza requerem avaliação e monitoramento clínico constante de seu médico, para indicação ou não de tratamento com o Tamiflu. Esse grupo de risco é composto por: idosos acima de 60 anos, crianças menores de dois anos, gestantes, pessoas com diabetes, doença cardíaca, pulmonar ou renal crônica, deficiência imunológica (como pacientes com câncer, em tratamento para AIDS), e também pessoas com doenças provocadas por alterações da hemoglobina, como anemia falciforme.
Para prevenção da influenza A, alguns cuidados básicos de higiene podem ser tomados, como: lavar bem as mãos frequentemente com água e sabão, evitar tocar os olhos, boca e nariz após contato com superfícies, não compartilhar objetos de uso pessoal e cobrir a boca e o nariz com lenço descartável ao tossir ou espirrar.
Não é necessário pânico, apenas cuidado.
Qualquer dúvida, ligar para o Disque Saúde: 0800-61-1997
Fontes: www.anvisa.gov.br/hotsite/influenza/index.htm
www.who.int/csr/disease/swineflu/en/